Mais um ano! Que benção!
Desde 14 de maio de 1961, dia
em que fiz a minha apresentação como Mágico, estou envolvido com essa Arte que
me fascina há 65 anos, orgulhoso de todos os resultados alcançados em minha vida,
tenho a grande benção de estar por aqui e comemorar essa data contando, à cada
ano, uma parte de uma história que considero de pleno orgulho, felicidade e
sucesso, e neste artigo não será diferente. Senta que lá vem história!
Apesar de que, na minha primeira
atuação eu tenha me apresentado com figurino completo, casaca, cartola, sapato
de verniz e até barba e bigode, rsrsrsrsrs (tudo alugado pela produção do show),
a continuidade da carreira não foi bem assim. Tudo foi devolvido no dia
seguinte. O meu repertório também não foi um repertório que pudesse ser
considerado “profissional”. Fazia pouco mais de um mês que eu havia adquirido
os equipamentos (já contei isso em outros artigos), mas foi o primeiro grande e
ousado passo da caminhada. Poucos meses depois, em setembro do mesmo ano, eu já
estava trabalhando numa loja de mágicas como vendedor e demonstrador de
equipamentos para Mágicos e havia me associado ao Clube Mágico Paulista - CMP,
cuja denominação mudou, no ano seguinte, para Associação dos Mágicos de São
Paulo - AMSP.
Comecei, então, a participar
dos espetáculos que o CMP promovia e acompanhar o elenco em programas de
televisão, mas ainda sem “licença” para atuar como mágico, atuava apenas como
ajudante de cena, até que um dia o Diretor Artístico e Cultural do Clube,
Paschoal Ammirati (09/07/1927-17/03/2014),
me escalou para uma apresentação oficial. Meu repertório ainda não era
dos mais sofisticados e o meu figurino foi um terno preto com uma gravata
borboleta, igualmente preta, carinhosamente apelidado, por mim, como meu
“terninho da primeira comunhão”.
Animado com os resultados
alcançados nas apresentações, tanto as da entidade, como outras de caráter particular,
fui investindo em equipamentos e figurino durante o ano de 1962, treinando números
de manipulação e outros de médio porte para uma performance mais
profissionalizada. Não deu outra, na Gala de Natal de 1962, da AMSP, realizada
no dia 23 de dezembro, estreei um ato completo com produção de pombos, manipulação
de cartas, bolas, cigarros, cachimbos, aros chineses e bola zombie. Figurino? Casaca completa.
A partir desse momento,
tornei-me profissional e segui para performances em televisões (naquele tempo recebíamos
cachê), comerciais para TV, lançamentos de produtos, eventos particulares e
Clubes Sociais. Com assessoria de grandes empresários artísticos, continuei
trabalhando em eventos de grande gala entremeando a minha atuação com cantores e
cantoras famosos na época.
Muitas histórias vieram,
grandes conquistas na abertura de novos mercados de trabalho, premiações e
homenagens, porém, em um outro episódio, continuarei contando um pouco de tudo
que vivi no exercício dessa Arte que tanto amo.
Viva Dom Bosco, Viva a Arte
Mágica!






